Museus de Pedreira participam do Movimento Maio Amarelo

No feriado de 1º de maio, os Museus Histórico e da Porcelana de Pedreira participaram pela terceira vez do Movimento Maio Amarelo. Em 2018, o público que visitou o espaço museológico no feriado do Dia do Trabalho, recebeu um adesivo para fixar no veículo, alusivo à campanha de prevenção aos acidentes de trânsito.

O Movimento Maio Amarelo nasceu com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o “Setembro Vermelho”, o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, que já vem sendo realizados anualmente pelos Museus de Pedreira, os quais, respectivamente, tratam dos temas das doenças do coração, do câncer de mama e de próstata, o “Maio Amarelo” tem o propósito de estimular a promoção de atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito, ressalta o curador dos Museus, Adílson Spagiari.

A marca que simboliza o movimento, o laço na cor amarela, segue a mesma proposta de conscientização já idealizada e bem-sucedida, adotada pelos movimentos de conscientização no combate ao câncer de mama, ao de próstata e, até mesmo, às campanhas de conscientização contra o vírus HIV – a mais consolidada nacional e internacionalmente.

Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de movimentos de conscientização, cinco milhões de vidas até 2020.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

O problema é mais grave nos países de média e baixa renda. A OMS estima que 90% das mortes acontecem em países em desenvolvimento, entre os quais se inclui o Brasil. Ao mesmo tempo, esse grupo possui menos da metade dos veículos do planeta (48%), o que demonstra que é muito mais arriscado dirigir um veículo — especialmente uma motocicleta — nesses lugares.

A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

O lema de 2018 é “Nós somos o trânsito”, então é o momento de escolher não beber ao dirigir, escolher usar o cinto de segurança, não fazer “racha”, não usar o telefone celular ao dirigir, não correr e ultrapassar a velocidade na rodovia, não digitar ao dirigir, escolher parar no sinal vermelho e respeitar os sinais de trânsito, são algumas das escolhas que a campanha nos orienta a seguir para evitarmos acidentes e não entrarmos nas estatísticas devido a falta de consciência no trânsito, finaliza Spagiari.

Os Museus Histórico e da Porcelana de Pedreira estão localizados na Praça Cel. João Pedro, nº 102, com funcionamento de segunda a domingo, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

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