“Capital da Porcelana”
Sim, mas muito além!

Pedreira é o destino dos amantes da decoração e de pessoas que simplesmente desejam dar aquele toque de charme e bom gosto em seus ambientes.

Na cidade há mais de 300 lojas e várias galerias que oferecem produtos em louças, porcelanas, vidros, artigos em madeira, alumínio, gesso, resina e muito mais.

NOSSA HISTÓRIA

PEDREIRA E SUA HISTÓRIA

Pedreira, cidade do interior do Estado de São Paulo, localizada em território brasileiro está distribuída ao longo do rio Jaguari, tendo sob sua administração uma área territorial de cerca de 110 km², atuando de forma legal e participativa na Região Metropolitana de Campinas, subsidiada pela Macrometrópole Paulista e no Circuito das Águas Paulista. Ao Norte, faz divisa com o Município de Santo Antonio de Posse, Amparo está à Leste, Jaguariúna à Oeste e Campinas e Morungaba ao Sul, estando Pedreira a 600 m acima do nível do mar.

Sabe-se que, o pirata inglês Anthony Knivet, da frota de Thomas Cavendish teria estado em fins do século XVI navegando em terras pedreirenses entre os rios Jaguari e Camanducaia.

Antes mesmo da chegada dos pioneiros que anos mais tarde dariam início a um povoado, indígenas das tribos Caiapós e Guarulhos já praticavam a pesca no rio Jaguari, em meio às florestas de formação pioneira com influência fluvial, estacional semidecidual e ombrófila densa, típicas da região de Pedreira.

Do ponto de vista histórico, político e administrativo, Pedreira foi desmembrada de Amparo em 1896. Já Amparo, por sua vez desmembrou-se de Bragança Paulista em 1857. Bragança desmembrou-se de Atibaia em 1797 que foi desmembrada de São Paulo em 1769, constatando-se, então, que antes de 1795 já havia moradores em Pedreira no bairro do Cascalho que trabalhavam nas lavouras, uma vez que a região já era conhecida pelo nome de Sertão do Jaguari.

As terras que hoje pertencem a Pedreira já foi parte de uma sesmaria que era um aglomerado de terra que o Império fornecia de forma gratuita para ser ocupada no interior do Brasil, e foi concedida aos senhores Joaquim Antonio Azevedo, Manuel José Villaça, José Pedroso Pinto e José Rodrigues Bueno, na época do chamado Sertão do Jaguari.

Com o tempo, se destaca no Bairro do Cascalho antes de 1800, Philipe Pires de Ávila, com terras que mais tarde seriam herdadas por João Pedro de Godoy Moreira, pai do fundador de Pedreira, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira.

Dessa maneira, Pedreira está encravada numa região montanhosa da Serra da Mantiqueira, distribuída linearmente às margens do rio Jaguari, numa parceria harmoniosa com as montanhas que o rodeiam.

Assim, a Família dos Godoy Moreira, fundadores de Pedreira, se principiou durante o século XVI, quando da chegada do bandeirante Martin Afonso de Sousa às terras paulistas e se firmou na Capitania de São Paulo com Balthazar de Godoy.

Entretanto, Jusepe de Camargo é considerado o tronco da família do fundador de Pedreira, natural de Castela (Espanha), filho de Francisco de Camargo e de Gabriela Ortiz.

Relata-se a respeito de Jusepe de Camargo que um de seus filhos mais célebres foi José Ortiz de Camargo, da Bandeira de 1636 sob as ordens de Antonio Rapaso Tavares, esteve nos sertões de Carijós.

Contudo, no final do século XVIII e início do século XIX, nascia a saga de uma geração que viria a constituir a tradicional Família dos Godoy Moreira, grandes cafeicultores paulistas vindo muitos deles a possuir grandes propriedades de terras nesse período em Pedreira.

Em 1811, casava-se em primeiras núpcias João Pedro de Godoy Moreira (filho de José Ortiz de Camargo e de Gertrudes Maria de Godoy, casados em 1788 na Freguesia do Jaguari) com Inácia Pires de Ávila, tendo deste matrimônio cinco filhos: Maria Pires de Ávila, José Pedro de Godoy Moreira, Antonio Pedro de Godoy Moreira, Anna Pires de Ávila e Gertrudes Maria de Godoy.

João Pedro de Godoy Moreira casa-se pela segunda vez com Anna Franco da Cunha, de cuja união tiveram seis filhos: Leopoldina Franco da Cunha, Joaquim Pedro de Godoy Moreira, Maria Franco da Cunha, Luiza Franco da Cunha, Bento Pedro de Godoy Moreira e o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, que ao nascer recebe o nome de João Batista e após a morte de seu pai em 1864, assume o nome de seu pai e o lugar na família, e luta incansavelmente pela conquista da fundação da cidade, sendo considerado o grande desbravador e fundador de Pedreira em 31 de outubro de 1896, data na qual o município conquistou sua emancipação político-administrativa, sendo que ele fora um dos herdeiros das terras de sua mãe, da qual ela era proprietária da Fazenda do Jaguari, terras as quais ele, após a divisão das mesmas em 1864 vem a adquirir, comprando as de seus demais irmãos, tendo em mente a formação de uma vila nesse povoado, conhecido como o “Bairro dos Pedros”, em razão dos “Pedros” na família do fundador.

A importância do fundador Cel. João Pedro para Pedreira

De maneira resumida, podemos dizer que o Fundador de Pedreira, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira ao longo de seus 76 anos foi cafeicultor, vereador, organizou uma associação para construir um Teatro, promoveu a construção do ramal da estrada de ferro da Mogiana, foi incorporador do Banco Industrial Amparense, organizou a Companhia Industrial e Agrícola Amparo e Bragança Paulista, foi integrante do Estado Maior da Guarda Nacional da 2ª Cia. do Batalhão de Infantaria, promoveu também a vinda do Padre Alexandrino Felicíssimo do Rego Barros para Pedreira e ofereceu um vasto edifício provisório para o funcionamento da igreja, sendo que o primeiro orago, não foi Sant’Ana, mas sim, São Pedro, conforme pedido feito ao Bispo Diocesano de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho em 1881, tendo depois, escolhido o nome da padroeira Sant’Ana numa homenagem a sua mãe Anna; auxiliou na criação do Distrito de Paz em 22 de dezembro de 1890, além da construção do edifício da Cadeia e Casa da Câmara, além de doar parte de terreno para a construção do Cemitério, inaugurado em 1892, e doou terreno também para a construção da Capela de Sant’Ana em 1890. É patrono de Escola Estadual e dentre de seus tantos feitos ofertou várias vezes os mananciais de água à povoação, além de ter construído a Capela do Bom Jesus em 1896, com a imagem do padroeiro vinda da França, tendo finalmente sua grande luta coroada com a emancipação político-administrativa de Pedreira aos 31 de outubro de 1896, na qual a então Freguesia de Sant’Ana de Pedreira se tornava Município, com sua festa realizada em 22 de novembro.

Nascido no edifício que atualmente abriga o Paço Municipal “Prefeito Hygino Amadeu Bellix” aos 22 de dezembro de 1836, aos 18 anos o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, casou-se com Francisca Eugênia Alves Moreira, companheira de suas lutas e de suas glórias em todos os grandes empreendimentos que enaltecem sua vida.

Consagrando-se ao cultivo do café e querendo dar expansão ao seu espírito ativo e empreendedor, prevendo o brilhante futuro que aguardava a povoação que tinha em mente fundar nas terras de sua fazenda, requereu privilégio para a linha férrea da Companhia Mogiana, prevendo a extinção do elemento servil e sua consequente substituição pelo braço livre.

Sendo pequena a área para o estabelecimento da povoação, comprou mais 20 alqueires de terrenos por 40 contos à margem do rio Jaguari, sendo nessa ocasião taxado de louco em vista do elevado preço porque comprou essas terras.

Em agosto de 1889 resolveu abrir ruas nos seus terrenos, vendê-los e dar princípio à povoação que hoje admiramos, sendo na época feito um traçado todo diferencial em relação aos outros municípios da região.

Casou-se em segundas núpcias aos 26 de abril de 1913 com Virgília Silveira Arruda Moreira, sua sobrinha, filha de seu irmão Bento Pedro de Godoy Moreira, permanecendo casados por 74 dias, vindo a falecer a 9 de julho com 76 anos de esclerose cardiorrenal, estando sepultado na área central antiga do cemitério local juntamente com sua primeira esposa Francisca Eugênia, falecida em 3 de abril de 1907.

O desenvolvimento inicial da cidade e o surgimento da porcelana em Pedreira

A cidade de início se desenvolveu em função do café e a partir do escoamento das safras do produto que eram feitas através da estação de trem, inaugurada aos 15 de novembro de 1875, visto que em torno dela, os pioneiros imigrantes italianos plantaram as sementes da cidade que hoje conhecemos.

Com a crise do café, por volta da década de 1930, as famílias buscaram outras fontes de renda. No entanto, a maioria da população são descendentes de italianos, como os irmãos Angelo e Antonio Rizzi, que fundaram a primeira fábrica de louça em Pedreira em 1911, a Cerâmica Santa Rita, alternativa para superar a crise em virtude da queda do café e dessa forma deram início a produção de porcelanas, o que fez a cidade ser conhecida como a “Capital da Porcelana” visto que em 1953 recebeu o cognome de Pedreira Flor de Porcelana, em virtude de ser um dos maiores polos de produção de porcelana da América Latina até o início dos anos 90. Em 1965 é executada a composição “Flor de Porcelana”, música de Osmar Zappelini e letra de Américo Portugal.

Naquela época do início do século XX, os irmãos Rizzi contaram com o apoio de vários ceramistas, dentre eles, o imigrante italiano Eugenio Bonadio e sua esposa, mestra em decoração, e posteriormente auxiliaram também os técnicos José Zappi e Mario Zappi a partir do ano de 1913, pois foram contratados pelo Consulado Brasileiro em Milão para prestar serviços de aprimoramento na então Fábrica de Louças Fagundes, Ranzini & Cia., fundada no bairro da Água Branca em 1913, pelo imigrante Romeu Ranzini, pois em 1912 promoveu estudos e constatou a presença de argila, quartzo e feldspato em São Paulo e de caulim nas regiões de São Caetano e Santo Amaro e se associou à família Fagundes, grandes produtores de café, liderados por Euclydes Fagundes, e como no Brasil havia somente técnicos em cerâmica vermelha foi para a Itália e contratou os Zappi para trabalhar na sua empresa, além de aproveitar a viagem e comprar o maquinário na Alemanha, (com destaque para as chaminés da empresa que chegavam a 55 metros de altura, detalhe esse comprovado pelos irmãos Rizzi em viagem até a empresa, constatando daí os problemas enfrentados em Pedreira com a Santa Rita com suas chaminés mais baixas, daí retornando para Pedreira e aumentando as chaminés da empresa, o sucesso da produção da porcelana foi intenso e próspero) sendo que a partir de 1927, a fábrica Santa Catharina passou a ser administrada pela IRFM da família do Conde Francisco Matarazzo.

Pedreira além de comercializar seus produtos cerâmicos em nível local e nacional, também exporta seus produtos de porcelana para o exterior e já chegou a expor na Feira de Bruxelas e a primeira indústria de porcelana, a Cerâmica Santa Rita foi premiada com a medalha de prata na Exposição do Centenário da Independência em 1922, tendo a Fábrica de Louças Santa Catharina ficado com a medalha de ouro com a peça “Floreiro”, com decoração floral pintada pelo alemão Max Schlögel.

Não só da porcelana vive Pedreira

Ao todo são mais de 300 empresas no nível de grande, médio, micro e pequenas empresas que produzem diariamente mais de 300 mil peças de diversos tamanhos e formatos, vindo a maioria delas possuírem suas lojas, vendendo seus produtos direto das fábricas ao longo do Corredor Turístico, local que possui mais de 300 lojas, funcionando inclusive aos finais de semana e feriados com atendimento exclusivo aos milhares de turistas que visitam Pedreira.

Praticando política econômica com preços variados, os produtos atraem consumidores de todo o Brasil e até mesmo do exterior, vindos em busca do famoso Turismo de Negócios focado no segmento de compras, que não se restringe somente aos produtos em porcelanas, mas também as empresas e lojas oferecem peças em vidro, plásticos, gesso, alumínios, peças em resina e artefatos em madeira (MDF), cerâmicas, faianças, ferro, flores artificiais e um diversificado artesanato, o que atrai um número cada vez maior de turistas e visitantes a Pedreira, em busca de novidades para presentear seus amigos ou mesmo para decorar os ambientes de suas casas, pois se Pensou em Decorar? Pensou Pedreira – o Paraíso das Compras – um show em decoração.

Nos últimos anos, três atividades têm demonstrado maior crescimento na cidade, representadas pela fabricação de produtos em plásticos, a produção de peças em cerâmicas e a fabricação de produtos em madeira (MDF).

Vale ainda destacar que entre o final do século XIX e início do século passado, Pedreira também chegou a possuir fábricas de macarrão, cerveja, sabão, dentre outros e em 1895 era aberta a primeira fábrica de louça de barro, cujo proprietário era José Maria de Souza.

Os atrativos turísticos que os visitantes irão encontrar

Além de seu extenso comércio de produtos artesanais e turísticos, Pedreira também oferece a seus visitantes e turistas variados passeios, regados à tranquilidade de uma cidade do interior paulista, cheia de tradição e histórias envoltas à natureza que a rodeia que poderão estar visitando e entrando em contato com suas principais atrações turísticas, percorrendo os ambientes do Museu Histórico “São José de Anchieta” e do Museu da Porcelana “Adelino dos Santos Gouveia”, conhecendo a história da cidade e a respeito da produção de porcelanas; o Complexo Turístico do Morro do Cristo com as Estações da Via Sacra, a Praça Nossa Senhora Aparecida, a imagem do Sagrado Coração de Jesus que ficou conhecida como Cristo Redentor, o Monumento aos Soldados da Revolução Constitucionalista de 1932, o Caminho dos Apóstolos, o Portal que retrata as construções de Jerusalém, o Jardim das Oliveiras, a Praça do Relógio, e uma lanchonete e em breve a administração municipal em parceria com o Governo Estadual irá oferecer novas atrações ao local, visto que durante a Sexta-Feira Santa, o complexo recebe milhares de peregrinos que acessam ao morro, pedindo e agradecendo por graças alcançadas; o Teleférico proporciona uma vista privilegiada da cidade e é uma opção para os que desejam ter acesso e visitar o Morro do Cristo, o Mirante,  desfrutando da visibilidade proporcionada pelo rio Jaguari e das montanhas que rodeiam a cidade e do Pôr-do-Sol ao entardecer e das noites enluaradas, o Morro de Maria, com painéis pintados em azulejo por artistas locais, representando os Mistérios do Rosário; o Zôo-Bosque Municipal, numa área remanescente de mata nativa com muita vegetação e animais da fauna brasileira; a Igreja Matriz de Sant’Ana com seus belíssimos vitrais; a Igreja Matriz de Santo Antonio com sua remodelação artística que atrai muitos visitantes; a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida do Triunfo, que homenageia a padroeira do Brasil; as margens do Rio Jaguari com suas pontes pênseis em vários pontos da cidadeMorro do Cruzeiro, ao lado da Necrópole Santa Cruz, o Boulevard Ciclovia, a Casa do Cel. João Pedro (Fundador de Pedreira), o Paço Municipal “Prefeito Hygino Amadeu Bellix”, Praça Angelo Ferrari, Praça Sant’Ana, a Capela do Bom Jesus, o Monumento aos Expedicionários, o Monumento à Mãe Pedreirense, os Painéis Bíblicos da Necrópole Santa Cruz, a Capela Santa Rita, a Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e a Praça das Palmeiras ao lado da antiga Estação de trem.

O turista também tem a oportunidade de adquirir uma quantidade de produtos variados produzidos pelos artesãos locais em biscuit, bijuterias, crochê, bordados, bolsas, bonecas de pano, dentre outros materiais, além de uma diversidade de peças comercializadas na Feira de Artesanato em parceria com a SUTACO.

No CIT – Centro de Informações Turísticas o visitante encontra as informações sobre as atrações turísticas da cidade e sobre o Turismo de Compras, estando situado ao lado do Teleférico, defronte à antiga Estação ferroviária.

Assim, em 2024, 128 anos após a emancipação do município, Pedreira conta com mais de 60 bairros e uma população de mais de 40 mil habitantes.

Por que Pedreira?

Apesar das muitas pedras desta região, principalmente dentro do Rio Jaguari para onde a multimilenar erosão as carreou, o nome de PEDREIRA tem outra origem, não das pedras, mas dos muitos PEDRO existente na família do fundador da cidade, o Cel. João Pedro de Godoy Moreira, que teve como irmãos, Antonio PEDRO, José PEDRO, Joaquim PEDRO e Bento PEDRO, e seu pai que também se chamava João PEDRO de Godoy Moreira, fato esse que é atestado pelos descendentes dos Godoy Moreira ao longo do tempo.

Daí então o lugar se denominar inicialmente de “Sertão do Jaguary”, anos após “Bairro do Cascalho”, em seguida, “Bairro dos Pedros”, “Estação Pedreira”, quando da construção da Estação Mogiana de Estradas de Ferro em 1875. Em 1890 é elevada à categoria de “Freguesia de Sant’Ana de Pedreira” e finalmente PEDREIRA, quando foi emancipada aos 31 de outubro de 1896, através da Lei n.º 450 sancionada pelo Presidente do Estado de São Paulo, Dr. Manoel Ferraz de Campos Salles, que anos depois seria Presidente da República do Brasil que elevou o Distrito de Paz de Pedreira a Município pertencente à Comarca de Amparo.

Em 9 de maio de 2017 é aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo o projeto de lei que eleva Pedreira a MIT – Município de Interesse Turístico. Em 31 de maio de 2017, Pedreira é elevada a Município de Interesse Turístico.

O Turismo de Negócios segmentado pelo Turismo de Compras

Por meio da iniciativa do ex-Prefeito Hygino Amadeu Bellix, dentro do projeto de reurbanização da Praça Cel. João Pedro, com a instalação do Museu Histórico São José de Anchieta em 1980, a instalação do Teleférico, a criação do Complexo Turístico do Morro do Cristo com a vinda do avião Viscount da VASP, e com a instalação de uma unidade de loja comercial ao lado da antiga Estação ferroviária, que recuperada deu abrigo ao Museu Histórico, foi então do lado esquerdo da Estação aberta uma loja de porcelanas de propriedade de Salim Bellix que foi uma das pioneiras na venda de porcelanas voltadas aos turistas que na época vinham para as cidades hidrominerais do Circuito das Águas Paulista e paravam em Pedreira por causa da aglomeração de turistas que se formavam em torno daquela loja e dessa maneira, foram muitos os empresários que deslumbrados com o movimento de visitantes, também foram instalando ao longo do atual corredor turístico suas lojas que com o passar dos anos, não somente comercializam as famosas porcelanas de Pedreira, mas também outros produtos em cerâmica, faiança, gesso, resina, madeira (mdf), ferro, plástico, flores artificiais, vidros, dentre outros artigos de decoração e peças artesanais.

As lojas que comercializam seus produtos estão localizadas em vários pontos comerciais, dentre eles, o Centro Comercial e Turístico Nagoya, o Centro Comercial e Turístico Canesso, o Centro Comercial e Turístico São Paulo, o Centro Comercial e Turístico Praça Cel. João Pedro, o Centro Comercial e Turístico Center Louças, o Centro Comercial e Turístico da Rua Armando Fão e o Centro Comercial e Turístico da Avenida Antonio Serafim Petean.

Turismo de Compras em Pedreira há mais de 40 anos

Há mais de 40 anos, numa iniciativa empreendedora municipal e com o apoio da iniciativa privada é dado início à vocação turística representada pelo Turismo de Compras em Pedreira. O carro chefe do comércio turístico foi a comercialização de produtos em porcelana, tradição existente desde 1911, completando 113 anos em 2024, visto que Pedreira foi uma das primeiras cidades do Brasil a produzir porcelana. Na década de 1990, seu parque industrial foi diversificado com a inserção de novas empresas e a injeção de peças em plásticos, gesso, alumínio, ferro, resina, madeira (mdf), vidro, flores artificiais, faiança, cerâmica, intensificando a economia local, gerando mais empregos e renda aos munícipes e contribuindo com o fortalecimento da economia regional de cidades do Circuito das Águas Paulista e das regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, que são os principais centros indutores de visitantes ao município. Em 2019, Pedreira recebeu turistas vindos de todos os estados da federação e público internacional de 25 países, foi o que revelou o registro nos livros de visitantes dos Museus Histórico e da Porcelana de Pedreira. O turismo de compras movimenta diariamente a cidade e a cada final de semana ganha mais adeptos interessados em adquirir produtos para decorar sua casa, sua empresa, seus escritórios, consultórios, presentear a família, os amigos, além da procura pelos seus atrativos turísticos, seus meios de hospedagem e de alimentação, além da presença constante nos eventos, como Carnaval, Encenação da Paixão de Cristo, Via-Sacra no Morro do Cristo, Procissão de Santa Rita de Cássia, Festa da Padroeira Sant’Ana, Encontro de Fuscas, Luzes de Natal, dentre outros.

Em 2024, por meio de levantamento da Secretaria Municipal de Turismo foi constatado que o Museu Histórico São José de Anchieta ao longo de sua existência já superou a marca de mais de 550 mil visitantes, tendo promovido até aquela data 210 exposições temporárias abordando temas locais, estaduais e nacionais, visto que as mesmas já registraram mais de 400 mil visitantes que vem conhecer o que é tratado em cada exposição. Em 2023, o Museu da Porcelana recebeu mais de 14 mil visitantes. O Teleférico Municipal José Luiz Serra foi prestigiado por mais de 14 mil visitantes que tiveram a oportunidade de conhecer a diversidade de atrações existentes no Complexo Turístico do Morro do Cristo e o Zoo-Bosque Municipal Prefeito Adolpho Lenzi foi visitado por mais de 18 mil pessoas em 2022. Os turistas também ficam encantados com lindas peças artesanais produzidas nas empresas e por vezes decoradas nos ateliês espalhados por vários pontos da cidade. Seu corredor turístico com mais de 300 lojas revigoram os corações e as mentes dos apaixonados pelo setor de decoração.

Pedreira é símbolo regional e nacional do turismo de compras nas lojas de artesanato, com intenso fluxo de turistas, principalmente aos finais de semana e feriados e a cada ano está inovando com criatividade e aprimorando sua identidade turística voltada ao turismo de compras que proporciona aos visitantes a interação entre as pessoas e seus aspectos naturais, culturais, históricos e gastronômicos. A cada novo passeio, uma nova descoberta, uma linda peça artesanal, novas amizades, novos negócios, experiências únicas reveladas e encontradas em meios às lojas e ao artesanato e suas atrações cheias de encantos e boas vibrações. Um passeio que fica registrado na memória de todo visitante, como uma agradável recordação da visita a Pedreira. Sementes plantadas no passado que frutificam num presente refortalecendo o trade turístico, a economia com o turismo sendo protagonista em nível local, regional, estadual, nacional e mundial, com projetos inovadores, focado em seus agentes funcionais, ou seja, os diferentes tipos de públicos que recorrem a Pedreira para suas compras, desafiando os empresários a se empreender e a realizar sonhos, personalizar peças, de investir em novos negócios e atrativos para atrair novos consumidores e turistas à cidade.

Pedreira recebe semanalmente as excursões de vans e ônibus que aos finais de semana movimentam as centenas de lojas, bem como durante a semana com turistas vindos de várias localidades, tanto nacionais como internacionais, além do turismo doméstico praticado por visitantes de cidades próximas localizadas no Circuito das Águas Paulista e na Região Metropolitana de Campinas e de São Paulo que rotineiramente frequentam as lojas e os atrativos turísticos de Pedreira, prestigiam seus eventos e sua gastronomia, envoltos em meio a sua história, cultura e natureza vivenciada a cada momento por seus moradores e seus visitantes e turistas.

 

Texto de: Adílson Spagiari

Turismólogo, Museólogo e Historiador

Secretaria Municipal de Turismo de Pedreira

Prefeitura Municipal de Pedreira